terça-feira, 31 de agosto de 2021

dói - me

imenso o silencio e o vazio dos lençóis

quando a noite cai invade o nosso quarto

e o vento traz o meu grito  de amor

Hurts a lot and te empaty sheets it hurts a

 lot when l fall the night invades or room and

the wind brings my love cray 
 

todos

dormem na penumbra viver è quem mesmo

na solidão não se sente sò e atè mesmo sem 

fazer nada não sente inútil e vazio na mão

sente o preenchimento do universo no coração
 

atento

ao que sou  e vejo torno - me eles e não eu

cada sonho meu ou desejo è do que nasce

e não meu sou a minha própria paisagem

assisto a minha passagem diverso móbil

e sò
 

beijei a terra

com os meus olhos a minha boca e os meus dedos

enrolei em mim circulo inumeráveis e em contemplações

intermináveis dissolvi - me nos segredos  I kiss the earth with my

eyes my eys my nout andy my fingers endfold me innumerable circles and in endless contemplations l dissolved myself in secrets  
 

a hora

da partida soa quando as árvores parecem inspiradas

como se tudo nelas germinasse soa quando no fundo

dos espelhos me è estranho o longínquo a minha face e de mim desprende
 

reacende


 a chama deste amor por e por mim

em nòs no amor a minha forma de estar

não è igual a minha forma de ser o que transmito

no olhar nem sempre è aquilo que eu queria ver

o rumo

do estio atormenta a solidão o sol espetou a sua lança na

planície sem àgua tu soltas os teus cabelos como um pranto

e o teu grito soa e ecoa nos espaços sucessivos onde em colunas

verticais o calor treme 
 

a hora

da partida soa quando escurece o jardim e o vento

passa estala o chão e as portas batem quando a noite cada nò em si descalça


 

AMOR


 estou a amar - te como o frio corta os lábios

arrancando as raìzes do menor dos rios inundando

com punhais de fogo e de esperma de saliva estou rodeado de agulhas em sua boca mais vulnerável

marcando o itinerário da espuma nas laterais isso è o amor mortal e navegável


não

não creio em mim em todos

os manicómios há tantos

doidos com tantas certezas
 

dai - me

uma alma transparente de argonauta fazei que eu

tenha como o capitão ou o contramestre ouvidos

para a flauta que chama ao longe nos nossos corações

fazei - me ouvir como um perdão numa reminiscência

de ensinar o antigo Português que fala  o mar !

Give me in the transposed soul of argonaut let me have

like the capitain or the the foreman and car for the fluture

that calls our heart for away make me har as a perdon

in reminiscence teach the old Portuguese that seaks the sea
 

o amor

corre das águas que devagar cruzam seu voo

o seu grito persegue a matilha das fúrias que

em vão tentam adormecer dos sepulcros ou

nos cantos esquecidos do palácio 
 

sempre uma coisa

defronte da outra sempre o impossível

tão estúpido como o real sempre o mistério

tão certo como o mistério do fundo


 

de porta em porta


quem ? o infinito ?

diz - lhe que entre

gente uma esmola ?

coxeia ? ele chegou !

podes dar - lhe a bengala

que era do avô dinheiro isso não

jà sei pobrezinho que em vez de pão

ia comprar vinho . para ver a mãe è

muito forte ele não tem mãe e não è do norte

vitima de quê ? o dito està dito se não tinha

estofo quem o mandou ser infinito ?

Beijei a terra

com os meus olhos a minha boca

e os meus dedos enrolei a mim

em círculos inumeráveis e em

contemplantes intermináveis

dissolvi - me em segredos

l kiss the earth with my eyes

my mouth and my fingers

endfold  me in innumerable

circles and in endless contemplatios

 l dissolved myself in screts
 

quando

eu morrer voltarei para buscar os instantes que não vivi junto ao mar

When  l die l ll  come back too seek the momentss i din t live by te sea

Quando morirò tornerò a cercarei momenti che no ho vissuto in rival al mar

Quando me muera volverè a buscar los momentos que no vivi junto al mar

Wenn lche sterbe werde ich zuruckkoment um die moment zu suchen in denen

ich nitch am meer gelebt hrbe


 

meu amor

o nosso grito atravessa o canto

das cigarras e perturba no céu

o silêncio do bronze my love

or cray crossees the song of the cicadas and

disturbs the bronze silence in the skay

amor mio il nostro grido atraversa il canto del cicale

e turba il silenzio de bronzo nel cielo

mi amor nuestro grito cruza el canto de las cigarras

 y turba el silencio bronze el cielo
 

nasci num mundo

pequeno onde o aspecto è mais importante

que a alma onde o que tu ès dependo do que

possuis e não do coração que bate dentro de ti

l was bord im a smal world where the aspect

s more importante than the soul where what

your depends on what your depends on what

you have and not on the heart that beats inside you

nasci en un mundo pequeno onde del aspecto es

màs importante que el aa dond lo que eres depende

do lo que tieney y no del corazòn que late dentro de ti
 

atento ao que vejo

a que sou torno - me eles e não eu

cada sonho ou desejo è do que nasce 

e não meu sou a minha própria paisagem

diverso móbil e sò  attentive to what l am

to what l see l become the them and not me

evryy dream of mine or desaire is from

what is born and not mine i am my own diverse

 landcape mobil and only
 

O Beijo

congresso de gaivotas neste cèu como uma tampa

azul cobrindo o Douro quarela de a aves pios escarecèu

ainda palpitante voa  donde teria vindo num beijo de

onde teria vindo ? ( não è meu ) de um quarto perdido

no desejo ? de algum jovem amor que recebeu um mandato

de captura ou de depejo ? è uma ave estranha colorida

vai batendo com a pròpria um coração vermelho pelo ar

 e  è a força sem fim de duas bocas que se juntam loucas

de inveja as gaivotas a gritarem



 

não sei sentir - me

onde estou por isso vou lendo como páginas

o meu ser segue não prevendo o que passou

a esquecer noto a margem do que li o que julguei

sentir e digo ( foi eu ? ) Deus sabe porque escreveu

l don t know to feel where l am because of that l m reading

like pages my  being what follows not foresseing what happened to forget

l notice the image of  read what l tought felt reread and say was it e ? God

knowe whay

no sè como sentirme donde estoy por eso estoy levando como paginas mi ser lo que se sigue sin prever lo que pasò para olividar noto la imagem de que leo lo que pensè me senti releido y digo era yo ? Dios sabe oporque el escribio
 

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

enquanto

te lamentas do perdido

e teres metas e não te

dares ao descanso não

poderás saber o valor

da paz

while you lament the lost

and do no note give yoursel

rest you will no be able to

know the value of peace

 

na gargalhada

meu amor brincando com o seu

cão larga um pouco os teus

compromissos e vem ver um

simples pássaro a serena silhueta

a cantar o vermelho do acaso

with loughter my love playing with

your drog let go of your commitments

and come to see a simple bird the serene

silhoerette singing


 

escuta


 meu amor quando damos

as mãos somos um barco

de oceanos a agitar - se

sobre as ondas mas ancorados

pelo o próprio oceano

listem my love when whe hold

hands we  ae a boat mede of oceans

tossing over the waves but achored 

to the ocean itself by the ocea itself

esquece o teu lucro sò um pouco

vem descobrir o encanto das coisas

triviais repara naquela camisa colorida

varal vê como ela dança com o vento

brincalhão a tange - la
 

pôs as mãos sobre a lua

na tua pele acendi as folhas

troquei de continente sobre

a tua pele sobre a sombra queimei

a pele e o vento dos teus cabelos

 derramou o olor das rosas e do amor 

sem mágoas no meu ser na tua voz em mim

cheia de ternura falando - me de amor
 

na gargalhada meu amor

brincando com o seu cão larga

um pouco os teus compromissos

e vem apenas ver um simples 

pássaro a serena silhueta a cortar

o vermelhão do acaso
 

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

que nenhuma estrela

queime o teu perfil

que nenhum deus

se lembre do teu nome

para ti criei um dia puro

livre como o vento como

florir ondas ordenadas
 

por que jardins que não colhemos

límpidos na aurora a nascer

por que o cèu e o mar não

sereno nunca os deuses capazes

 de os viver
 

esta è a madrugada

que esperava o dia inicial inteiro

e limpo onde imergimos da noite

 do silencio e livres habitamos a 

substância do tempo
 

o amigo recorda - se de ti escrupulosamente

detritos ?

amigo è o erro corrigido

não o erro perseguido explorado

è a verdade partilhada praticada

amigo è a solidão derrotada

amigo è uma tarefa um trabalho

sem fim um espaço útil um tempo

fértil amigo vai ser já uma grande festa  
 

amigos mal nos conhecemos

inauguramos a palavra amigo

amigo è um sorriso de boca em

boca um olhar bem limpo uma

casa modesta que se oferece um 

coração pronto a pulsar na nossa mão

 

sob o peso nocturno dos cabelos

ou sob a lua divina do teu ombro

procurei a ordem intacta do mudo

a palavra não ouvida longamente

 sob o fogo sob o vidro

procurei no teu rosto a revelação

dos deuses que não sei

porém passaste através de mi

como passamos através da sombra
 

bebido o luar

ébrio do horizonte 

julgamos que viver era abraçar

o rumor dos pinhais os azuis dos montes

e todos os jardins verdes do mar


 

dai - me a casa vazia

a casa vazia e simples onde a luz è preciosa

dai - me a beleza imensa e nua do que è frugal

 quero comer devagar e gravemente sabe o contorno

carnudo e o peso grave das coisas não quero possuir

a terra mas ser como ela não quero dominar ou possuir porque quero ser esta è a necessidade com

veemência e fúria defendo a fidelidade por estar

terrestre o mudo de ter perturba e desvias

os seus circuitos o estar o viver o ser


 

há palavras

que nos beijam como se tivessem

boca palavras de amor de esperança

louca palavras nuas que beijam quando

a noite pede o rosto palavras que se recusam

aos muros do teu desgosto de repente coloridas

entre palavras sem cor espadas inesperadas

como a poesia ou o amor

o nome de quem se ama

letra a letra revelado

no mármore distraído no papel abandonado 

palavras que nos transportam aonde a noite

è mais forte ao silencio dos amantes abraçados 

contra a morte
 

de ombro na ombreira

vejo no outro lado outro ombro

na ombreira entre ombros na

ombreira nenhum assombro ombro

a ombro param ombro a ombreira 

quando tudo escombros ainda todos

seremos ombro na ombreira
 

entre

a cortina e a vidraça vem o tempo

de varejeira entre a cortina e a vidraça

assim è a minha beira o que è que se passa ?

e eu que estava tão enredado 
 

a mesa dos sonhos

ao lado do homem vou crescendo

defendo - me da morte quando

dou o meu corpo ao seu desejo

violento e lhe devoro o corpo

lentamente mesa do sonho no meu

corpo vivem todas as formas e 

começam todas as vidas ao lado 

do homem vou crescendo e 

defendo - me da morte povoando

de novo sonhos da vida
 

meu amor

caminhemos em  unisse no

da - me a tua mão tu guias

os nossos passos procuremos

juntos tesouros imperecìveis

como antes a muito tempo

não sabíamos ainda que precisamos

tanto um do outro
 

porque

abolir o amor a génese do afecto

na cor da aurora que se move fascinante

o rumo traçado não ilude os instantes 

de liberdade vividos na senda do destino

 que sonha e acalenta reforça sempre o que 

o fogo da vontade purifica o desejo

contínuo de fusão 
 

sò tu trouxeste

as mais belas flores que o deserto

sepulta definhadas num caos

agonizante decepadas na fúria

de presságios predadores com êxtases

adoração e temores soterraste pétalas

calcinadas que nem o claro brilho

das espadas purificou de telhas e horrores

tu ès o melhor de nòs e da vida cuja luz

è repartida através do teu  ser sempre

vibrante e brilhante
 

o discurso

repete - se abrupto duplo circular

tentando inverter o espaço lúdico

na certeza de quem veste a própria

 nudez com roupagens de volúpia

 lascivamente sob um sol de cinzas

poder - se - à ainda imaginar um botão

 de rosa e inspirar anelante o seu aroma

como quem beija um seio de ternura


 

com que crèdula

esperança se ergue cada sonho

na surpresa da manhã levemente

azul a curiosa expectativa da noite

extinta no túnel da insónia cruza

memórias de constelações vivas 

com abismos obscuros de incompressível

espanto
 

entre o ser e o amor

não disse nada falei

da lìngua da míngua

 da letra soletrei

a minha nostalgia lendo

pasmado nos olhos desmesurados

o infinito
 

o amor

estou a amar -te como o frio

corta os lábios a arrancar a

raiz mais diminuta dos rios

a inundar - te de facas de saliva

 esperma lume estou a rodear de 

agulhas de agulhas a boca mais

vulnerável a marcar sobre os teus

flancos o itinerário da espuma assim

 è o amor mortal e navegável 
 

se dizer adeus

as aves todas do céu me dessem

na despedida o seu olhar derradeiro

esse  olhar que sò era teu amor que

foste o primeiro no meu peito morreria

meu amor na tua mão onde perfeito bateu

meu coração
 

se uma gaivota

viesse trazer - me o céu de Lisboa

no desenho que fizeste nesse céu

onde o olhar è uma asa que não

voa  esmorece e cai no mar que

perfeito coração no meu peito

bateria meu amor na tua mão

nessa mão onde cabia perfeito

o meu coração se um português marinheiro

dos sete mares andarilho fosse quem sabe o primeiro

a cantar - me o que inventasse se um olhar de novo

brilho no meu olhar se enlaçasse que perfeito coração

no meu peito bateria meu amor na tua mão na tua mão

ande cabia perfeito o meu coração
 

da cintura

aos joelhos è que a areia

queima

o sol è secreto

cego o silêncio

deita - te comigo

ilumina meus vidros

entre lábios toda musica

è minha
 

hoje

roubei todas as rosas

do jardim

e cheguei ao pè de ti

de mãos vazias
 

Estamos a morrer

na boca um do outro por isso è que nos desfazemos no arco do verão , no pensamento da brisa , no sorriso , no peixe , no cubo , no linho , n...