as vezes que me detive
junto das pontes enevoadas
e já eras tu quem eu via na
infinita dispersão do meu ser
se eras tu que reunias pedaços
do meu poema desconstruindo
a folha rasgada na minha mão
descrente pergunta me qualquer
coisa uma tolice um mistério indecifrável
simplesmente para que eu saiba que queres
ainda saber para que mesmo sem te responder
saibas o que te quero dizer
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