quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Amor infinito da mulher que o comove

e enleva è a parte impoluta que ela tem do céu

è a magia  que a fada exercita obedecendo a interno

impulso não sabia dela não sabia de nòs ali há mensagem

de outras regiões aqui no peito arque-jante nos olhos de gazozas

lágrimas há um espirar para o alto um unir - se o coração avoando

desde os olhos desde o sorriso dela para soberanas e imorreduras alegrias 

 nòs que não sabemos nem podemos ver senão o pouquinho desse infinito

nos entre - luz nas graças do primeiro amor do segundo amor de quantos

estremecimentos de súbita embriagues nos fazem crer despimos o invólucro

de barro e pairamos alados sobre a região de lágrimas è Deus que não quer

ou somos nòs que não podemos prorrogar a duração ao sonho ? se Deus

que mal faria à sua divina grandeza que o pequenino guzano o adorasse sempre ?

porque vai tão rápida aquela estação em que o homem è bom porque ama e è

caritativo e davidoso porque tudo sobeja a sua felicidade ?quando poderam aliar - se

um amor puro com a impureza das intenções ? quais olhos de homem afectivo e com 

santificado por seu amor recusaram chorar sobre desgraças estranhas ? que exuberância

de bens a desbordar da alma ! ! que ânsia de fazermos em redor de nòs alegrias fortunas não erguidas

connosco a bem dizer os contentamentos que nos chove o manancial dos puros deleites não è Deus

que nos agourenta as alegrias castas as aspirações que comprazem nòs è que sabemos que luz è essa

da nova manhã que por dentro nos alumia voluptuosidade desconhecidas atribuímos ao efeito o prestígio da causa è que não podemos ver por longo tempo a mensageira dos mudos estrelados

quisemos pôr a mão na vara que nos encantou e a vara fez - se serpente porque a alma imaculada

já não era o impulsor da nossa ansiedade o homem escurecido já no interior viu a mulher ao sol da terra

sol que incende o sangue a e abrasa o rosto e cresta as asas do anjo em carne que olham depois em si e correm a vestir - se da folhagem do paraíso ! desde esse momento a luz do homem o calor das paixões radia do montante do fogo que empunha o executor de alta justiça fora do Èden està o inferno a baliza encravada na fronteira chama - se Tédio !

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