quarta-feira, 24 de novembro de 2021

De um amor morto

fica um pesado quotidiano

onde os gestos embarram

ao longo do ano .


De um amor morto

não fica nenhuma memória

o passado se rende o presente

o devora e os navios do tempo

 agudos e leves os levam embora


Pois um amor morto não deixa em nòs

um retrato de infinita demora è apenas

um facto que a eternidade ignora 


In Sophia Andersen
 

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