domingo, 7 de novembro de 2021

Eu sou o rumo Tu ès o sonho


 nenhuma luminosidade jamais me cegou como o da

 curvatura do vento que tornou


a própria perda na mais preciosa criatura do começo

são tão belas as flores mas decepadas lançadas na


sepultura na tempestade do deserto no caos da agonia

feita êxtase temor fúria adoração são despojos  soterrados


ocultamos o amor que crucificamos no presságio das normas

insensatas calcinadas de teias dissipadas em espirais de espuma


para là do tempo esvoaçante ressoando em correntes líquidas transfiguradas

ironias de sangue roxo improvável sem retorno dilacerando o melhor de nòs


como se o amor fosse abolir a génese dos afectos petrificar sensações crispar

fluídos silenciados ... são tão belas as flores e vegetam  !


Pouco importa as horas que passam pouco importa o tempo que passa sem que

o possamos segurar ou simplesmente agarrar com as nossas próprias mãos


pouco importa a morte que nos assinala constantemente quando partimos num abrir

e fechar de olhos a morte que nos espreita a cada dia matando um pouco de nòs um

pedaço do nosso amor è como se uma lágrima nos ocultasse um sorriso uma ternura 


um carinho uma palavra bem profunda em nòs ! ...

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