nenhuma luminosidade jamais me cegou como o da
curvatura do vento que tornou
a própria perda na mais preciosa criatura do começo
são tão belas as flores mas decepadas lançadas na
sepultura na tempestade do deserto no caos da agonia
feita êxtase temor fúria adoração são despojos soterrados
ocultamos o amor que crucificamos no presságio das normas
insensatas calcinadas de teias dissipadas em espirais de espuma
para là do tempo esvoaçante ressoando em correntes líquidas transfiguradas
ironias de sangue roxo improvável sem retorno dilacerando o melhor de nòs
como se o amor fosse abolir a génese dos afectos petrificar sensações crispar
fluídos silenciados ... são tão belas as flores e vegetam !
Pouco importa as horas que passam pouco importa o tempo que passa sem que
o possamos segurar ou simplesmente agarrar com as nossas próprias mãos
pouco importa a morte que nos assinala constantemente quando partimos num abrir
e fechar de olhos a morte que nos espreita a cada dia matando um pouco de nòs um
pedaço do nosso amor è como se uma lágrima nos ocultasse um sorriso uma ternura
um carinho uma palavra bem profunda em nòs ! ...
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