sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Feliz habitação da minha amada ,

ninho de amor , albergue da ternura , onde ,

outro tempo a próspera ventura dormia nos

meus braços , descuidada então , minha alma

terna , embriagada , gostava do prazer toda doçura ;


hoje contrária minha , a sorte dura do teu Éden amor ,

impede a entrada com que màgoa , de longe  diviso !

com que pena cruel ! com que saudade !


ah ! que não sei como não peco o siso !


bàrbara sorte ! ao menos por piedade , se me privas

da entrada do paraíso deixa - me ver , de Armânia a 

divindade


in Francisco  Bingre







 

Sem comentários:

Enviar um comentário

Estamos a morrer

na boca um do outro por isso è que nos desfazemos no arco do verão , no pensamento da brisa , no sorriso , no peixe , no cubo , no linho , n...