segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Jà o silêncio não è de oiro ; è de cristal ;

redoma de cristal este silêncio imposto .

Que lívido museu ! velado sepulcral


ai quem se atreve a mostrar bem o rosto !

um hálito de medo embaciado o vidro


dà - nos um ar de fantasmas ou fetos

na saliente armadura , ninguém sonha sequer


sonhos completos tão mal consegue o luar insinuar - se

 em nòs que a própria voz do mar segue o risco de um


disco ... não cessa de tocar , não cessa a sua voz mas ninguém

pretende experimentar o risco !


In David Mourão Ferreira
 

Sem comentários:

Enviar um comentário

Estamos a morrer

na boca um do outro por isso è que nos desfazemos no arco do verão , no pensamento da brisa , no sorriso , no peixe , no cubo , no linho , n...