quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Morte

num imenso salão , alta e rotundo , de craveiras iguais ,

olhos sem donos perpétua habitação de eterno sono

que tem por tecto o céu , por base o mundo ; 


bem no meio , em silêncio o mais profundo se levanta

da morte o fatal trono ;


Ceptros sem rei , arados sem colono , são degraus

do solido furibundo


lanças , arneses pelo chão , quebrados , murchas grinaldas , 

bàculos partidos , liras de vatos , pastoris canjandos , algemas ,

ferros e brasões luzidos , no terrível salão são misturados , no

palácio da morte confundidos 


in Francisco Bringre
 

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