domingo, 21 de novembro de 2021

Poema do começo

eu num camelo a atravessar o deserto com um ombro

franjado de túmulos numa mão aberta eu num barco


a remos a atravessar a janela da pirâmide com um corpo

esguio e azul coberto de escamas eu na praia de um vento


de agulhas com um cavalo triângulo enterrado na areia

eu na noite com um objecto estranho na algibeira


trago - te brilhante estrela sem destino coberto de musgo


In   António  Maria Lisboa
 

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