nòs dois , parados de mãos dadas ... como podem
sò dois governar um navio ? melhor è desistir e não
fazer nada ! se um gesto sequer , de sùbito esculpidos,
tornamo - nos reais , e de madeira , à proa ... que figuras de lenda ! olhos vagos perdidos ... por entre
nossas mãos , o verde mar se ecoa ... aparentes senhores
de um barco abandonado nòs olhamos , sem ver a longínqua
miragem ... aonde iremos ter ? com os frutos e pecado se justifica ,
enflora , a secreta viagem ! agora sei que ès tu quem me fora indicada
o resto passa , passa alheio nos meus sentidos desfeitos num rochedo
ou salvos na enseada , a eternidade è nossa , em madeira esculpidos !
In David Mourão Ferreira
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