e certo , num terror tranquilo a tudo quanto espero e quanto
temo , entregue a ti , amor eu me dedico nada há que eu não
conheça , que eu não saiba , e nada , não , ainda há por que
eu não espere como de quem ... ser vida è ter destino as pequenas
coisas da maldade , a fria tão tenebrosa divisão do medo em que
os homens se mordem com rosnidos de mal contente crueldade imunda ,
eu sei quanto me aguarda , me deseja , e sei atè quanto ela a mim atrai
como queiras , amor . como tu queiras de frágil que ès , não me poderás
salvar - me tua nobreza , essa ternura tépida quais olhos marejados , carne
entreaberta , será sò escàrneo , ou por vão sorriso em lábios que se fecham
como olhares de raiva não me poderás salvar nem salvar - te
apenas como queiras ficaremos vivos mais duro que morrer , porém eu me
dedico a aquele amor por qual fui homem posse e tão extrema sujeição de
tudo como tu queiras meu amor , como tu queiras ...
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