domingo, 7 de novembro de 2021

Fosse

este poema o mar dos teus cabelos

uma tão càlida  noite de luar  escreveria


pesaroso a ausência dessa luz fatigada pelo

tempo revolto da vontade fosse esse mar de


signos cintilantes a obscura razão da liturgia

que nenhum limbo redime a rota parabólica


da agonia traçaria o teu corpo a ruptura ao nível

da folhagem interdita que nenhuma tempestade


iludiria jà que fomos primavera no inverno ...


 

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