que perto ou distante da matéria se reflecte
na lava doirada que fervilha nenhuma luminosidade
jamais me cegou como a curvatura do ventre que tornou
a própria perda na preciosa energia do começo por ser água
e luz esplendor e vida ou sò poema com a mão férrea de vontade
construímos castelos de ilusão que a realidade mistifica mas a matéria
nem sempre è fantasia e uma pedra ou outra tomba do sonho e permanece
fluída como um regato cuja musicalidade comove por ser água cristalizada
e pura onde o luar se reflecte e o veado mitiga a sede sob a árvore e grata
entre céus e terra
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