domingo, 7 de novembro de 2021

Nenhuma sonoridade

jamais me confundiu com o fogo do sussurro

que perto ou distante da matéria se reflecte


na lava doirada que fervilha nenhuma luminosidade

jamais me cegou como a curvatura do ventre que tornou


a própria perda na preciosa energia do começo por ser água

e luz esplendor e vida ou sò poema com a mão férrea de vontade


construímos castelos de ilusão que a realidade mistifica mas a matéria

nem sempre è fantasia e uma pedra ou outra tomba do sonho e permanece

fluída como um regato cuja musicalidade comove por ser água cristalizada 


e pura onde o luar se reflecte e o veado mitiga a sede sob a árvore e grata

entre céus e terra
 

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