segunda-feira, 8 de novembro de 2021

MUSA CONSOLATRIX

que a mão do tempo e o hálito

dos homens murchem as flores


das ilusões da vida musa consoladora

è o teu seio amigo e sossegado que o


poeta respira o suave sono


não há não há contigo

nem dor aguda nem sombrios ermos ;


da tua voz os namorados cantos enchem

povoam de íntima paz da vida e do conforto


antes esta voz que as dores adormece e muda

o agudo espinho em flor cheirosa


que vales tu desilusão dos homens ?

tu que podes ò tempo ?


a alma triste do poeta sobre-nada à enchente de angustias ;

e afrontando o rugido da tormenta


passa cantando alcìone divina musa controladora

quando a minha fronte de mancebo à última ilusão


cair bem como a folha amarela e seca que ao chão atira

a viração de Outono


ah ! o teu seio amigo acolhe - me e terà alma aflita em vez

de algumas ilusões que teve a paz o último bem o último


e puro !
 

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