segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Sabes

tão bem que tambèm não sabes

nada dizes sobre o que ambos 

sabemos


  a insustentável transgressão

que desagrega qualquer elo

de fragilidade impossível


por ser corrente de indivisível

devir


o medo palpita nas palavras

como um lodo escuro


sò visível quando às águas

da ria por conta deixam de

pulsar


a melodia solar que se reflecte

no seu espelho


solar anelante um dia o sol 

deixará de lançar os seus dardos

de fogo


e tu irás palmilhar um leito de cinza

ao nível da geada


presunção de nem ter sido a escrita

que brota do coração de uma zona


interdita onde a alma pontifica reflexos

distantes mas  sempre acessos


como se a linguagem fosse um cèu

de estrelas que ora determina o rumo


o norte o caminho do poema vivo

que jà fomos na marca do tempo


que traçaste ora aponta o rumo

do sonho que almejamos


por sermos estrelas do universo


 

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