nada dizes sobre o que ambos
sabemos
a insustentável transgressão
que desagrega qualquer elo
de fragilidade impossível
por ser corrente de indivisível
devir
o medo palpita nas palavras
como um lodo escuro
sò visível quando às águas
da ria por conta deixam de
pulsar
a melodia solar que se reflecte
no seu espelho
solar anelante um dia o sol
deixará de lançar os seus dardos
de fogo
e tu irás palmilhar um leito de cinza
ao nível da geada
presunção de nem ter sido a escrita
que brota do coração de uma zona
interdita onde a alma pontifica reflexos
distantes mas sempre acessos
como se a linguagem fosse um cèu
de estrelas que ora determina o rumo
o norte o caminho do poema vivo
que jà fomos na marca do tempo
que traçaste ora aponta o rumo
do sonho que almejamos
por sermos estrelas do universo
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