segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Sulcas

o universo da insónia como um carrossel

de vertigem ainda que não te queira estrela


cadente e dissipas  cintilações cinzeladas

na pedreira filigrana da lava de ternura


que te sorvo sem nunca te deixar que te

deixes petrificar no espaço intemporal


da rotina bafienta e sórdida que  que aniquila

qualquer corrente cósmica


nenhuma água se dissipa ou  se extingue mas

antes obedece um ciclo inexterminável por ser


a vida sempre renovada como num ventre de mulher

o barco invisível sem nenhum naufrágio de vontade  
 

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